quarta-feira, 23 de março de 2011

Calçadas




Saiu na semana passada um editorial no jornal Folha SC, de Jaraguá do Sul, sobre o a condição de nossas calçadas. Coberto de razão, o editorial fala que não é possivel encorajar os motoristas de hoje a serem os pedestres de amanha, visto que a condição dos passeios, ciclovias e o proprio transporte publico não oferecem o conforto que o carro apresenta hoje. Essa opinião foi reforçada por uma matéria na pagina 7 do jornal, onde nós da Espaço Maior expusemos nossa opinião sobre as calçadas que temos, e que deveríamos ter.


segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Inspirações... [1]

para iniciar o ano, seguem algumas imagens... não meras imagens, mas sim o que nos inspira e de certa forma exemplifica a nossa visão de morar, trabalhar, conviver... ou simplesmente viver...























terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Arte pela Arte??


A algum tempo vemos o mercado das artes sendo muitas vezes dominado pelo simples desejo de faturar$$$... Claro que temos bons exemplos, como o brasileiro Vik Muniz, que usa a valorização de sua arte em prol de alguns mais necessitados. Mas o ponto aqui é mostrar algo um pouco mais diferente.

Aconteceu durante o ano de 2009 (ou ainda vem acontecendo, pois nao se sabe muito sobre o projeto), uma exposição um tanto quanto diferente na cidade da grande maçã. Munidos das paredes de uma antiga estação de metro (já desativada), diversos artistas de rua tiveram uma noite cada para deixar suas marcas.

Desligados do mundo lá fora, os artistas eram 'escoltados' até essa estação e pintavam durante a noite toda. Parte do resultado pode ser visto nas imagens abaixo.



Mas o que realmente chama a atenção para essa 'galeria', é que os curadores simplesmente tiraram o acesso que leva até ela. Segundo um curador da mostra, "nós não temos a ilusão de que ninguem vá ver o que foi feito, mas o que estamos tentando fazer é desencorajar ao máximo as pessoas de irem lá". O curador, conhecido por Workhorse, alerta que pode ser muito perigoso ir até lá por conta própria.

Enquanto isso, as obras estão lá, subterraneas, intocadas, inacessíveis...

Seria isso simplesmente a arte pela arte????


mais info aqui e aqui

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

CICLOFAIXAS E CICLOVIAS e um viva aos carros!

Muito se fala em deixar nossos veículos em casa para que façamos nossos deslocamentos com meios de transporte alternativo, mas poucas ações do poder público são feitas para que possamos nos sentir estimulados a trocar nossos carros por ônibus, metrô, bicicleta entre outros meios.

Utilizando Jaraguá do Sul e as bicicletas como exemplo, onde podemos pedalar com segurança? São poucas as vias que possuem ciclofaixas, e quando existe não há continuidade dos trajetos. Desta forma, o ciclista constantemente é obrigado a dividir a faixa de rolamento com os veículos (quando há espaço suficiente para isso).

Os riscos oferecidos aos ciclistas são muitos. Além da falta de infra-estrutura (ciclovias e ciclofaixas) há também a situação do trânsito, cada vez mais caótico, pois a maioria dos motoristas não se preocupa em dar preferência aos ciclistas e pedestres, assim como determina o Código Brasileiro de Trânsito.

E aí? Como faremos? Enquanto nada é feito, minha bicicleta continua enferrujando e de pneu vazio. Como criar coragem e ir ao trabalho de bike? Preciso chegar vivo ou ao menos inteiro. Esperar de braços cruzados não dá, assim nada será feito. Então este artigo fica como crítica ao que temos de enfrentar no dia-a-dia.

Fig.01 - Ciclofaixa da Angelo Rubini, em frente a garagem da prefeitura.
Sinalização errada, o correto seria alertar aos motoristas a presença de ciclistas.


Abaixo segue trecho do Código de Trânsito Brasileiro, a respeito do tráfego de bicicletas.

CAPÍTULO III - DAS NORMAS GERAIS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA

Art. 29

O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes normas: (...)

§ 2º Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.

Art.: 38

Antes de entrar à direita ou à esquerda, em outra via ou em lotes lindeiros, o condutor deverá: (...)

Parágrafo único. durante a manobra de mudança de direção, o condutor deverá ceder passagem aos pedestres e ciclistas, aos veículos que transitem em sentido contrário pela pista da via da qual vai sair, respeitadas as normas de preferência de passagem.

ANEXO I - DOS CONCEITOS E DEFINIÇÕES

CICLOFAIXA - parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização específica.

CICLOVIA - pista própria destinada à circulação de ciclos, separada fisicamente do tráfego comum.

Fonte: http://www.escoladebicicleta.com.br/dicasCTB.html

segunda-feira, 12 de julho de 2010

PRAÇAS



O espaço, que dura até setembro (também fim do festival), tem por finalidade promover a integração da comunidade. Foram plantadas árvores e mudas de plantas, oferecendo uma troca entre a população.


Durante o evento terá palestras e workshops sobre biodiversidade e afins. Ao fim da exposição, as árvores plantadas serão transportadas para parques e praças existentes na cidade.

Isso lembrou bastante dos chamados "pocket parks", que vemos bastante em Nova York. A exemplo, o Paley Park, utilizado por muitos dos trabalhadores ao redor da rua 53.

paley park

São paulo também tem seu exemplo de pocket park: a Praça d´Amauri, projetada pelo arquiteto Isay Weinfeld. Um pouco mais elitizada, é verdade, mas não deixa de ser uma ótima iniciativa para a cidade.

praça d´amauri

sexta-feira, 9 de julho de 2010

CASA COR SP 2010

Mais uma edição da Casa Cor SP acontece esse ano. Até o dia 18 de julho estarão expostos ambientes montados por arquitetos e profissionais relacionados, mostrando os seus olhares sobre decoração e arquitetura. A Espaço Maior esteve presente, e conferiu de perto a mostra.

Sob o tema Felicidade de Sustentabilidade, boa parte dos 120 ambientes mostrou como podemos integrar espaços ao ar livre com o interior, agregando sempre um pouco mais de qualidade ao espaço.

Dentre os principais artifícios utilizados, nota-se claramente o uso da transparência, fazendo com que do interior de um espaço ou residência tenha-se um contato visual continuo com o exterior.




O uso de peças de design também está muito presente. Entretanto, seu uso não é vulgarizado. Uma única peça com desenho assinado, como uma poltrona por exemplo, que forneça ao usuário o conforto necessário ao se sentar, e que além disso ainda encha os olhos, já é suficiente. Não há a necessidade de lotar o espaço e investir muito para ter um ambiente equilibrado, com estilo e personalidade.

casacor.com.br

casacor.com.br

Uma surpresa (boa) foi ver a Casa Kids, parte da mostra destinada à decoração infantil. Compartilhando da mesma visão do nosso escritório, os ambientes mostraram que apesar de serem espaços infantis, não precisam ser rosa ou azul repletos de renda, pelúcia e badulaques.






Falando em cores, não se pode deixar de notar a predominância do neutro. O cinza está presente em muitos ambientes, formando uma base para objetos e detalhes com cores alegres. Cores alegres e vibrantes, como o amarelo, o vermelho e também o verde claro são muito comuns nos ambientes. Geralmente aplicadas em móveis pintados com laca alto brilho, eles formam uma paleta de cores interessantes quando misturados com o cinza ou o branco. O aspecto geral é de um ambiente sóbrio com pitadas de cor, longe de serem ambientes tristes ou deprimidos.




Também foi muito bacana de ver nossa singela “mesa” da varanda em uma nova roupagem, dessa vez cromada, exposta na Garagem Conceitual, do Léo Shehtman.


varanda Espaço Maior Arquitetura - Jguá do Sul


garagem conceitual - casacor

Caso queiram visitar pessoalmente, a mostra vai até o dia 18 desse mês. Em novembro tem mais uma, a Casa Cor Trio, que compreende os sub-eventos a CASA BOA MESA, de gastronomia e decoração, a CASA OFFICE, versão para escritórios e o mundo corporativo, e a CASA ENTRETENIMENTO, que mostra espaços relacionados ao lazer, como cinemas, restaurantes, bares...


quarta-feira, 23 de junho de 2010

CASA DA 7


Residência na cidade de Biguaçu, teve como principal desafio as dimensões do terreno 6,60m x 150,0m. O projeto contempla as necessidades de uma família composta por uma senhora de idade e três filhos, tendo portanto, espaços fluidos caso haja a necessidade da utilização de cadeira de rodas ou outro equipamento.


Quanto ao programa de necessidades, nos foi pedido que a casa tivesse uma área social simples e integrada, e que tivesse quatro dormitórios, sendo uma suíte. A casa não poderia ter dois pavimentos e ser de manutenção simples e econômica. Separada da residência, uma edícula deveria abrigar dois espaços destinados à atividades artesanais.


Por conta da largura reduzida do lote, houve a necessidade de que uma das faces da edificação fosse junto ao alinhamento lateral. Dessa forma, "fechamos" a residência para a insolação no período da tarde, voltando as aberturas para a outra lateral, aliando o sol da manhã com a necessidade de se ter uma livre passagem ao fundo do lote, banhado pelo rio.


Buscamos então criar um espaço social integrado, permitindo a recepção de toda a família nos comuns almoços de fim de seman, contando com uma cozinha com ilha e forro inclinado para maior sensação de amplitude, aproveitamento de iluminação natural e maior conforto térmico. Esta área está localizada na frente da casa, permitindo um contato visual com a rua através de um recuo mais generoso e ajardinado.

Com suas aberturas voltadas para a lateral e fundos do terreno, estão os dormitórios. Um deles, a suíte, tem proporções adequadas a pessoas com mobilidade reduzida. O acesso a suíte e demais quartos, é feito por um corredor que por estar na divisa do lote, tem sua iluminação garantida por aberturas zenitais.


A edícula, mais ao fundo do lote, foi projetado em duas construções independentes interligadas por um pátio, sombreado por uma árvore proporcionado um local de repouso. A cobertura das edículas, uma em cada direção, propõem a idéia de movimento e reforçam a independência entre as duas edificações.


O resultado estético da residência privilegiou a utilização de materiais e soluções arquitetônicas simples e verdadeiras, no sentido de combinar forma e função. Como exemplo. a tesoura frontal com fechamento em vidro, que permite um maior aproveitamento da iluminação natural, assim como o pergolado cobrindo a entrada/varanda da residência, que procura demarcar a entrada social e ao mesmo tempo cria uma proteção contra o sol.